sexta-feira, 19 de abril de 2024


"O amor chegou, e desembarcou no cais,
onde ninguém o esperava, fazendo
a cidade inteira estremecer, como se
o amor a tocasse.
Mas alguém o viu sair
do barco, e levou-o para a fila
da alfândega, onde lhe perguntaram:
"Donde vem? Que traz consigo?
Mostre o passaporte."
O amor não percebeu
o que lhe pediam; pôs o arco sobre
a mesa, e juntou-lhe as flechas.
“Tudo apreendido: não queremos agressões
nesta cidade; proibidas as armas brancas.”
E o amor, sem passaporte, ficou no cais,
por entre sacos de lixo e vagabundos
sem nada para fazer.
E à noite, quando a cidade
adormece, todos perguntam
quando chega o amor."
Nuno Júdice
in “A Chegada do Amor”.



 



Génese

"Todo o poema começa de manhã, com o sol.

 Mesmo que o poema não esteja à vista (isto é, céu de chuva)

o poema é o que explica tudo, o que dá luz

à terra, ao céu, e com nuvens à mistura - a luz incomoda

quando é excessiva.

Depois, o poema sobe

com as névoas que o dia arrasta; mete-se pelas copas das

árvores, canta com os pássaros e corre com os ribeiros

que vêm não se sabe de onde e vão para onde

não se sabe.

O poema conta como tudo é feito:

menos ele próprio, que começa por um acaso cinzento,

como esta manhã, e acaba, também por acaso,

com o sol a querer romper."

Nuno Júdice


                                                     Escultura s/tela Antonieta Figueiredo


 

"Os meus olhos viajam mais que as minhas pernas.
O meu pensamento mais que os meus olhos"

Jose E.Agulusa-A vida no céu.








Antonieta D Figueiredo digital art

"A incerteza cai com a tarde
no limite da praia. Um pássaro
apanhou-a, como se fosse
um peixe, e sobrevoa as dunas
levando-a no bico. 
O seu desenho é nítido, sem
as sombras da dúvida ou
as manchas indecisas da
angústia. Termina com a
interrogação, os traços do fim,
o recorte branco das ondas
na maré baixa. Subo a estrofe
até apanhar esse pássaro
com o verso, prendo-o à frase,
para que as suas asas deixem
de bater e o bico se abra.
 Então, a incerteza cai-me na página, e
arrasta-se pelo poema, até
me escorrer pelos dedos para
dentro da própria alma.

Nuno Júdice








 

 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023


"A vida é pequena demais para perdermos tempo a gastar energias em algo que não envolva amor. "

Pedro Chagas Freitas

 



Antonieta Figueiredo



                                          Casa Museu Silvestre Raposo

     - II Gala Prémios São Bento às Artes Inauguração dia 21 de outubro de 2023

                                  Felicito todos os envolvidos e participantes.


 








O meu contributo Antonieta Figueiredo


II Gala da Casa Museu Silvestre Raposo

Prémios São Bento às Artes

 

Dia 21 de outubro, às 15h00

Cineteatro Municipal Maria Lamas, em Vila Nova de São Bento

 

Org.: Associação Cultural Silvestre Raposo, com o apoio do Município de Serpa, da União das Freguesias de Vila Nova de São Bento e Vale de Vargo e Cultura DRC Alentejo





 







 


ARTES 2023 ☆
Colectiva de Artes Plásticas Anual ☆

Inaugurou sábado 09 de Setembro até 21 de Outubro de 2023 de Outubro

 na Galeria Augusto Cabrita Fórum Cultural do Seixal.


Acrílico s/tela Antonieta Figueiredo



A Câmara Municipal do Seixal tem o grato prazer de acolher e exibir a exposição ARTES 2023, coletiva de artes plásticas, organizada pela ARTES – Associação Cultural do Seixal, na Galeria de Exposições Augusto Cabrita – Fórum Cultural do Seixal.


Uma vez mais, a diversidade de técnicas, a pluralidade de sensibilidades, a multiplicidade de criatividade e a variedade de temas apresentados apostam em estimular o olhar e partilhar com o público o engenho e o talento dos diversos autores, como a ARTES nos tem vindo a habituar.


João Bento é o autor convidado da presente edição. Soldador de profissão, desde sempre manifestou gosto e interesse  pela reutilização criativa de ferraduras, ferramentas, peças de automóveis e outros materiais, tendo ganho o Prémio ARTES 2022.


A peça apresentada intitula-se «ROBOT» e é inspirada na inteligência artificial, em que o homem tenta recriar humanos com máquinas. Esta escultura representa um robô humanoide, com cabelo e barba comprida, cerca de 1,80 m de altura, ar rebelde e em boa forma física, e é feita com peças diversas (amortecedores, discos de embraiagem, botijas de gás, correntes, parafusos, etc.) e aplicação de vários cordões de soldadura de forma que seja criado o rosto.


Nunca é demais salientar, enaltecer e agradecer a atividade desenvolvida pela ARTES – Associação Cultural do Seixal que ao longo da sua existência se tem afirmado como um importante pilar da vida cultural e associativa no concelho do Seixal.


É com muito agrado que recebemos mais esta criação e convidamos a população a usufruir.


Paulo Silva

Presidente da Câmara Municipal do Seixal

domingo, 11 de junho de 2023

                    Exposição  Colectiva de artes plásticas  

                    ARTES  Associação Cultural do Seixal

                                        13 de Maio integrada no programa 

                                                SEIXAL CULTURAL 2023.





                   "Origem"  __ assemblage executada em tela, técnica mista e colagens.

 Esta arte permite-me também dar largas à imaginação e através de objectos do quotidiano unidos por colagem, realizar uma composição.

Os objectos que fazem parte das obras permanecem em seu estado original, mas, unidos, parecem diferentes e contam uma história. 


Antonieta DFigueiredo